Covid-19 força porta-aviões dos EUA a retornar para base

Por André Gabriel Sochaczewski |

Similarmente ao que ocorreu com a Divisão Naval da Marinha do Brasil (MB) na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), quando o seu grande algoz foi a Gripe Espanhola, uma contaminação por COVID-19 no Porta-Aviões nuclear USS Theodore Roosevelt, elemento chave na estratégia naval norte-americana, comprometeu sua prontidão no Oceano Pacífico. O número de infectados e possível perda de eficiência da tripulação nas suas atividades no mar levaram o Comandante a decidir pela sua atracação na base mais próxima, impactando fortemente aquela Marinha, inclusive na sua alta administração. Outras Marinhas também tiveram casos semelhantes, inclusive a MB.

Impacto em segurança e defesa: Possíveis impactos nos procedimentos do pessoal das organizações em terra e navios, com prováveis modificações nos seus projetos. Medidas devem ser planejadas para a prevenção de epidemias eventuais ou deliberadas, que revelaram-se como vulnerabilidades críticas em diversas marinhas, capazes de comprometer a prontidão para combate.

Fontes: GIBBONS-NEFF, Thomas et alThere Will Be Losses: How a Captain’s Plea Exposed a Rift in the Military. New York Times. 05 mai. 2020. Disponível em: https://www.nytimes.com/2020/04/12/us/politics/coronavirus-roosevelt-carrier-crozier.html.

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