Alto custo coloca em xeque o futuro dos super navios aeródromos

Por Felipe Marques e Thiago Jacobino Honório |

O recente anúncio da Marinha dos Estados Unidos de que serão construídos apenas quatro navios aeródromos da nova classe Gerald Ford levantou questionamentos acerca dessas embarcações em um futuro próximo. Segundo a Marinha americana, a baixa quantidade de embarcações planejadas se deve ao fato de seu alto custo, além de haver projetos concorrentes dentro da estrutura interna dessa Força, como os submarinos de mísseis balísticos da Classe Columbia e a evolução de caças de decolagem e pouso vertical, como o F-35B. Os recentes avanços da Rússia e China, em especial no campo dos mísseis de cruzeiro, pode colocar em xeque a defesa dos navios aeródromos.

Impacto em Segurança e Defesa: A combinação de avanços tecnológicos na produção de mísseis somada aos altos custos de construção desse tipo de navio pode implicar na produção de modelos menores, mas especialmente preparados para a utilização de caças de decolagem e uso vertical.

Indicador: Impacto das novas tecnologias nas capacidades navais, não apenas na construção e manutenção de meios, mas também nas doutrinas de emprego, organização dos recursos de defesa, capacitação do pessoal, ensino das escolas militares e instrução do emprego dos meios, adestramento e infraestrutura.

Fonte: CAIAFA, R. O fim dos super navios aeródromos? Classe Gerald Ford ficará restrita a quatro navios (US Navy). Tecnodefesa, 2020. Disponível em: https://tecnodefesa.com.br/o-fim-dos-super-porta-avioes-classe-gerald-ford-ficara-restrita-a-quatro-navios-us-navy/.


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